sexta-feira, 8 de julho de 2011

Me arrepender do quê? Se tudo foi tão bom, o que é ruim passou, serviu-me de lição!
PentágonoEu tinha um roteiro de vida perfeita. Me casaria com 23, teria dois filhos que não dessem o menor trabalho, um marido que me entendesse, trocaria de carro todo ano, teria uma casa grande desenhada por um arquiteto de nome, moraria pra sempre no mesmo lugar e seria feliz. Hoje eu olho para esse roteiro e começo a rir, vejo o quanto as coisas mudaram, o quanto eu mudei. Agora penso em me casar quando der vontade, se der vontade. Quero que não importa quantos sejam meus filhos, mas que eles saiam pintando a parede da casa que eu mesma desenhei, e que se apertem no carro normal para fazer a viagem em família. Penso no cara perfeito sim, aquele que nunca vai me entender, que vai levantar o tom de voz e depois me abraçar pedindo desculpa. Aquele que vai implicar com meu pai e ser o queridinho da minha mãe, que vai fazer o errado e tornar tudo certo só por sorrir. Hoje eu vejo a vida como uma peça de teatro sem papéis, falas ou cenas. Apenas com personagens, indecisos e engraçados, que tem toda vontade de viver.

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