sábado, 19 de novembro de 2011

 E a vida é curta - cantava minha mãe ao meu ouvido. O tempo passa rápido, meu bem. E não há nada que há de ser perdoado. Tuas palavras, teus mais altos gritos, teus mais profundos apelos, nada passará de sussurros jogados ao vendo. Tuas atitudes, tuas caretas e o mais doce dos teus sorrisos virará pó. Nada restará. Tuas histórias serão repassadas em papeis de açúcar, a tua vida não passará de um rascunho de sentimentos. Faça a sua passagem valer a pena, filha. 

Bernadete Guedes

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